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A Presença Indígena
Foram os guerreiros Tupinambás
os habitantes primitivos que mais se destacaram na ocupação
da região. Eles viveram nessas terras litorâneas do sudeste
brasileiro há cerca de 1500 anos e os restos arqueológicos
que evidenciam sua presença são estudados na região
de Cabo Frio, Três Vendas em Araruama, na Base Aero-Naval
em São Pedro da Aldeia e nos acampamentos de pesca da Praia
Grande em Arraial do Cabo.
Pelo que se sabe, o pescado,
os crustáceos, gastrópodes e moluscos formavam o "cardápio"
destes indígenas, mas também a cultura da mandioca e a caça
eram utilizadas para complementar sua alimentação. Destaca-se
ainda na cultura tupinambá o domínio das técnicas
de cerâmica. Segundo estudos arqueológicos, havia cerca de
50 aldeias tupinambás na região, estimando-se uma população
que poderia variar de 25.000 a 75.000 habitantes antes da conquista européia.
Podemos ver que os habitantes atuais
da região têm como herança cultural dos indígenas
a alimentação e a fabricação de cerâmica.
Nas estradas que levam à região é marcante o comércio
de camarões, mexilhões, caranguejos e artesanato de cerâmica.
A região também é reconhecida pelas inúmeras
fábricas de telhas e tijolos. Em algumas praias, o comércio
de peixes se dá logo após a pesca, sendo a venda feita
predominantemente aos turistas, que podem participar ativamente do processo
auxiliando os pescadores na retirada das redes.
Os Sítios Tupinanmbás
Nas terras onde mais tarde se estabeleceria
a cidade de Cabo Frio foram encontrados quatro sítios tupinambás.
Os dois primeiros, o Morro dos Índios e a Duna Boavista,
apresentam indícios de terem sido acampamentos de pesca e coleta
de moluscos, enquanto o terceiro - a Fonte do Itajurú, próxima
do Morro de mesmo nome (hoje Morro da Guia) - era a única
forma segura de abastecimento de água potável e corrente
na região.
Este sítio é considerado
um santuário da mitologia tupinambá, formado pelo complexo
de pedras do Itajurú (bocas de pedra em tupi-guarani). São
blocos de granito preto e granulação finíssima, com
sulcos e pequenas depressões circulares que eram considerados sagrados
pelos indígenas.
Sobre
esses blocos, os índios contavam as artes de viver e amar a vida.
Conta a lenda que quando estes heróis morriam, transformavam-se
em estrelas até que o sol decidisse enviá-los ao Itajurú,
sob forma de pedras sagradas para serem veneradas pela humanidade. Caso
fossem quebradas ou roubadas, todos os índios desapareceriam da
face da terra.
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